terça-feira, 25 de maio de 2010

RAS TAFARI E A PROFECIA ETÍOPE




RAS TAFARI e a PROFECIA ETÍOPE


Ras Tafari é um movimento pan-africano com apresentações e messiânicas, que se originaram no despertar de uma revelação profética feita pôr Marcus Garvey na Jamaica. Desde sua inserção na década de 30, o movimento cresceu de uma pequena localidade, em West Kingston à um movimento internacional de repatriação negra.

Através das primeiras três décadas de seu desenvolvimento, o movimento foi banido da sociedade jamaicana. Periódicas confrontações com autoridades coloniais britânicas marcaram os Rastas em suas intenções revolucionarias, tanto cultural quanto espiritualmente. A metade de década de 60 trouxe um período de transição no entendimento social em relação ao Rasta e a sua forma de se viver

Depois da publicação em 1960 da “Reportagem sobre o Movimento Ras Tafari I em Kingston (capital da Jamaica)” veiculada pela Universidade local, subsequentes eventos e um clima de positivismo tornaram-se publicamente notórios. Essa mudança na percepção publica serviu para legitimar a visão ampla do significado da Vida que os Rastas tanto propunham, como uma responsabilidade cultural ao legado da escravidão e do colonialismo na Jamaica.

Durante esse período de transição na década de 60, um grande numero de descontentes e jovens da classe media juntaram-se aos miseráveis que moravam nas favelas, e dali formaram o esteio do movimento Ras Tafari I.

Esse crescimento acelerado foi acompanhado pela popularização da doutrina Rasta através da comunicação de massa e também artisticamente . os ritimos de musica Ska, rocksteady e o reggae disseminaram nas décadas de 60 e 70 os valores e os sentimentos dos Dreadlocks (um dos termos empregados para identificas um Rastas) , como um apelo alternativo depois das épocas de pos-colonialismo.



OS ISRAELITAS
Como um a cultura/ filosofia, Ras Tafari I é uma forma de Zionismo Negro que segue a leitura da Bíblia (na versão etíope Kebra Negasta- “Gloria dos Reis”, diferente da versão européia King James ) como credo milenar da redenção africana. Identificam-se a si próprios como os Israelitas do Velho Testamento , Provendo uma seqüência de interpretações mítico-poéticas da História da Diaspora Negra. Capturados e vendidos dentro da escravidão pelos europeus , os Rastas vêem os africanos e seus descendentes no oeste como vivendo na moderna Babilônia, a sociedade branca e opressora que significou mais de 400 anos de perseguição e colonialismo.



A emancipação oficiosa para a escravidão nas plantações de açúcar na Jamaica veio em 1834, mas a independência politica jamaicana da Grã-Bretanha foi assegurada somente em 1962, depois de 97 anos como colônia. Cerca de 95% da população da Jamaica é de descendência africana, o que determinou uma consciência dentro do movimento Ras Tafari I em considerarem-se “estrangeiros numa terra estranha”, referindo-se a própria Jamaica.

A TERRA PROMETIDA
No idioma de redenção dos Rastas , a única salvação para o negro do Oeste é se repatriar a seu lar ancestral : Etiópia – África . Enquanto opiniões dentro do movimento divergem como precisamente a repatriação ocorrerá e sua natureza , espiritual ou física , Ras Tafari I reconhece que isso será iminente e sinalizará a total inversão da estrutura de poder vigente no mundo.

Ao contrario de outras formações culturais pan-africanas ; pôr exemplo, Santeira em Cuba, Vudu no Haiti, Candomblé no Brasil e Xangô em Trinidade, Ras Tafari I é um fenômeno do seculo XX sem antecedente cultural no Oeste ou herança da cultura central – africana.

Os rituais Rastas mantêm uma continuidade na identidade africana e nas tradições associadas como pôr exemplo rituais de dança e tambores, praticas de cura e crença no poder mágico das palavras – “word, sound & Power” (“Palavra , Som & Poder).

Imagens da realeza Etíope, eventos e personagens do Velho Testamento, uma forma ritualística de se falar e o uso de longos cabelos, chamados de Dread Locks têm sido adotados e transformados nos símbolos e na tradição dos Rastas . No contexto da Diaspora, essa tradição é melhor entendida como uma resposta a ideologia da raça dominante.

Essa etnia se refere à auto – conscientização da cultura com o intuito de disseminar uma nova mensagem, juntamente com sua simbologia e religiosidade. O Etiopianismo anunciou uma nova fase dos rituais jamaicanos , onde os Rastas identificaram-se como “crianças”, tanto no sentido espiritual como genealógico, como que mantendo o parentesco com os antigos Israelitas , que seguiram Moisés através do Mar Vermelho séculos atrás.

As crônicas bíblicas do “Exílio” e do “Retorno a Terra Prometida” serviram como documento mítico para a prisão dos escravos no Novo Mundo , e de seu anseio pôr redenção fora da escravidão. O uso de velhos materiais para a criação de uma nova estrutura profética fez com que surgisse a imagem da Etiópia- Israel como sendo uma nação negra. Faz parte da tradição Rasta , pôr Exemplo , cantar e agradecer o “Sagrado Monte Sião”(HOLY MOUNT ZION) que é reconhecido pela fé como sendo o lar de Jah Ras Tafari I . Esse processo serviu para cristalizar a soberania e a legitimidade africana numa aparência político- religiosa única.



“OLHEM PRA AFRICA”


Através de referencias bíblicas à Etiópia, por exemplo no salmo 68:31, “Etiópia logo estenderá Suas mãos a Deus”, e nos Atos dos Apóstolos 8:27,”pessoas de descendência africana aprendam a reconhecer seu país perdido e a herança nas referencia a Etiópia e etíopes”. Assim, os Rastas começaram a tratar com carinho todas as referências etíopes na bíblia, pois ali havia a promessa libertadora , e que , quando contrastava com a indignidade da escravidão nas plantações, mostravam o negro numa luz humana e digna.

É na base do clássico Etiopianismo que Associação do Progresso Universal do Negro e o movimento “Volta - a- África” liderada pôr Marcus Garvey é bem conhecida. A filosofia do nacionalismo racial, proposta pôr Garvey, era um conceito étnico, casando o Etiopianismo e a consciência racial derivada do nacionalismo pan-africano. “Através da consciência racial, membros de uma raça se presente e aspirando pelo futuro”.

Um grupo racialmente consciente é mais que uma mera agregação de indivíduos distintos zoologicamente de outros grupos étnicos. É uma luta social unida com direção à realização pessoal e do grupo com o intuito de alcançar uma qualidade de vida que lhe é própria. Portanto , é um grupo conflitante e a consciência racial é por si um resultado do conflito. “A raça de um grupo embora não significante intrinsicamente, se torna um símbolo de identidade que serve para intensificar o senso se solidariedade”.

Para Garvey ser negro significava ser africano, “em casa ou no estrangeiro”, e a identidade racial estipulava direitos nacionais. Sob o título “África para os Africanos” , Garvey relançou a tradição etíope dentro de um programa politico para a libertação dos negros. A visão de Garvey da ‘redenção africana’ foi e permanece radical no sentido que, pela primeira vez na historia, o povo negro era reconhecido universalmente como Africanos no contexto de um movimento de massa com popularidade internacional.

O que é único aos Rastas da Jamaica , na tradição emancipadora africana é sua direta identificação com o Estado Teocrático da Etiópia, sob a regência “eterna” do Imperador Haile Selassie I , intitulado Jah Ras Tafari I. Modelando-se como a reincarnação dos antigos Israelitas, os Rastas usam o passado bíblico da teocracia judaica para formar sua etnia como uma família , uma nação .

A frase profética mais notável atribuída a Marcus Massiah Garvey afirma, “Olhem para a África! Quando um Rei for coroado, o dia da redenção estará nas mãos”. A coroação em 2 de novembro de 1930 do imperador Haile Selassie I da Etiópia, formalmente intitulado Ras Tafari I foi interpretada como a confirmação da profecia.

Ras significa “cabeça , príncipe” em aramaico e Tafari ,”Sem medo”.

Foi traduzido tambem pelos pioneiros do movimento Rasta a significar “Criador”. Haile Selassie I , 225’descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sheba, recebeu os títulos sagrados escritos na bíblia que foram reservados para o advento da Segunda vinda: Rei dos reis, Senhor dos senhores e Leão conquistador da Tribo de Judá.



O PODER DA TRINDADE


Na fé dos Rastas, Haile Selassie é reverenciado como Jah Ras Tafari I, o Messias , o Cristo Negro que ascendeu ao Trono do Rei Davi em Adis Ababa, oficializando a promessa de uma nova ordem espiritual. Como defensor do Trono contra o ataque fascista de Mussolini em 1935, como um dos chefes- arquitetos do nacionalismo pan-africano atraves da fundação da OAU em Adis Ababa em 1963 e , mais tarde como monarca – embaixador do Estado independente mais velho da Africa, a Etiópia , o Imperador Selassie conseguiu o respeito de inumeraveis negros e foi reconhecido como o defensor de união e liberdade africana.

Haile Selassie é um nome sagrado , que traduzido significa “Poder da Trindade”. Em todas as antigas religiões encontra-se a mesma analogia à Primeira Lei de Deus , ação – reação – equilíbrio. No cristianismo essa mesma fórmula é reconhecida no Pai- Filho – Espirito santo; no hinduismo, vishnu- krishna- brahma . Porem , o que autenticava a força verdadeira do Ras Tafari era a personificação da Primeira Lei em uma só pessoa, Haile Selassie I.



O COMEÇO em KINGSTON
Antes mesmo da explosão da guerra Ítalo- Etíope em 1935, uma fotografia de Haile Selassie I , em veste de guerreiro em Amhara, circulou pelas favelas de Kingston juntamente com um artigo do Jornal Times no dia 7 de dezembro. De acordo com a reportagem, originalmente atribuída a um agente da propaganda fascista italiana, o Imperador Selassie era o mentor da Ordem Nyahbinghi. Essa ordem era internacionalmente reconhecida como uma sociedade africana secreta dedicada a derrubar a dominação branca e colonial. O nome Nyahbinghi significava “morte aos europeus”.

Na Jamaica , os primeiros aderentes da fé Ras Tafari I tornaram esse artigo quase como a um chamado e procuraram alinhar-se espiritualmente ao Imperador Selassie, participando efetivamente da Ordem Nyahbinghi. A palavra Nyahbinghi foi rapidamente adaptada ao vocabulário Rasta como protesto racial, e tornou-se a significar ‘morte aos opressores negros e brancos’.

Muitas comunidades Rastas começaram a identificaram-se como Nyahs, e na sordidez de West Kingston, uma militância do novo movimento começou a se desenvolver. Em 1960, a Universidade de West Indies patrocinou uma reportagem sobre o movimento Ras Tafari I e sua relação com a sociedade jamaicana em geral. Tal reportagem foi o resultado de um pedido pôr parte da comunidade Rasta que queixava-se da perseguição policial e da desinformação pública. Até então Jamaica, ao contrário do que muitas pessoas pensam, a maioria era (e ainda é) cristã, enquanto que os Rastas eram vistos sem qualquer status social, até porque a sua maioria vivia em condições paupérrimas.


A CULTURA NYAHBINGHI
Na reportagem, Nyahbinghi foi associado a valores violentos e com elementos revolucionários. Os Nyah eram publicamente identificados por seus longos cabelos, os Dreadlocks, e pelo uso sagrado , mas desafiador e anti-social da maconha (ganja). Os Nyahbinghis dentro do movimento Ras Tafari I atual é um longo termo que em adição a seu significada original tambem cobre outros importantes aspectos da vida cultural, incluindo:

A Ordem Nyahbinghi , uma seção dentro do movimento Ras Tafari I em geral, também reconhece o Governo Teocrático de Haile Selassie I. Os membros da primeira geração Nyah fazem parte da formação do movimento Rasta.

Os rituais de culto e adoração são patrocinados por membros da comunidade . As cerimônias Nyahbinghis são festejadas regularmente em varias datas em toda a ilha da Jamaica. Comemorações anuais incluem o aniversario do Imperador Haile Selassie I (23 de julho), a data da coroação do Imperador (2 de novembro) e o aniversario de visita do Imperador a Jamaica em 1966 (21 de abril). Os Nyahbinghis também realizam Assembléias ou “Congregações” que são consideradas como “serviços divinos”

A musica com os tambores , a dança e as palavras fazem parte da celebração e do culto e tambem são denominadas de Nyahbinghi. Como parte da ressureição dada batida africana, a musica Nyahbinghi ou Heart Beat (batidas do Coração) está ligada às harpas do Rei Davi, usadas para compor os salmos reais do Velho testamento.

As congregações Nyahbinghi usualmente duram de três a sete dias, tempo para a comunidade se reunir e revitalizar a fé Ras Tafari através de atividades como por exemplo tocar tambores, cantar orações , ler trechos da bíblia , fumar maconha e dançar. No centro da celebração Nyahbinghi está o Tabernáculo onde acontece o ritual. Com as cores da bandeira da Etiópia (verde ouro e vermelho), os Nyahs chamam a Israel seu destino providencial – “África, sim! Jamaica, não!” “Jah chama os cantores e tocadores de instrumentos”, “Repatriação agora!”.

O tabernáculo Nyahbinghi é a sala circular do trono do arco- íris (representado pelas cores da bandeira da Etiópia), o poder sagrado do solo de onde emana o terremoto, a luz, o trovão, o fogo e o enxofre do Armagedon. O “chalice”( cálice , cachimbo Rasta) Passa de mão em mão em volta do altar , ativando ritualisticamente os símbolos do calor , ar e agua , as forças primais da criação . Atraves da Palavra, Som & Poder (Word, Sound & Iwah) a fé está unida com a cabeça Criadora (Ras Tafari) num tipo de telepatia mística, que tem o intuito de cantar a queda da babilonia , para livrar a Terra da perversidade e restaurar a ordem natural da Criação e seu estado original de perfeição. Fora do Tabernáculo fica uma grande fogueira onde um Homem de fogo permanece em vigília para manter as chamas da justiça e do julgamento acesas até a hora da repatriação chegar.

“A MUSICA do CORAÇÃO”
De acordo comum relato de um observador do movimento em 1953 havia uma falta acentuada na batida dos tambores nos primeiros encontros de rua dos Rastas. Nesses encontros, hinos de ressuscitação dos cultos afro-cristãos conhecidos como pocomania e Sião foram adaptados para o desenvolvimento da liturgia Jesus Cristo em todos os textos das canções. Hinos Garveyistas e até o Hino Nacional Etíope Nyahbinghi eram cantados. Naquele tempo o antagonismo entre os grupos Rastas e os Revivalistas cresceu, buru foi naquela época a musica Rastafari, inspirando seus tambores . Buru foi naquela época a música mais popular derivada da seculariedade africana em Kingston. Apesar da clara derivação da batida Nyahbinghi, da base, do fundo e do marcador dos três tambores Burus, as duas tradições tem ritmos basais distintos. Todavia, ambos estilos tem antecedentes históricos diretos na tradição musical do oeste e do centro da África. Ambos têm uma organização rítmicas baseada na intercalação das batidas tocadas em vários tambores.

A musica Nyahbinghi é um compaço retirado do passado Africano, mas a distancia é musicalmente evidente ate pelos toques improvisados do lider e marcador. A batida Nyahbinghi , com mensagens da Redenção Negra, tem sido incorporadas dentro do reggae. Essas conções populares de libertação são ouvidas hoje mundialmente , dos sound systems de rua de Kingston ate os shebeens do soweto , na Africa do Sul.



I & I – EU PODEROSO
A “conversa Rasta” a forma ritual de se falar , praticada em diferentes graus no movimento , é especialmente proeminente entre os aderentes da Ordem Nyahbinghi. Considerando o movimento messiânico e também milenar Ras Tafari I encaixe-se na discriminação “anti sociedade” , “uma sociedade estabelecida dentro de outra sociedade” como uma alternativa consciente. É um modo de resistência ao mercado ainda “escravista” da moderna babilonia. A fala Ras Tafari como uma “anti-lingua não é somente paralela a sociedade , é de fato gerada por ela”. A anti-lingua cresce quando á realidade alternativa é uma realidade contrariada, estabelecida em oposição a realidade subjetiva , não meramente expressando isso, mais ativamente criando e mantendo essa outra forma de expressão , que nada mais é que uma ação coletiva.

“I and I” (Eu e Eu) é usado seja onde um pronome aparecer no discurso; substitui ‘você e eu’. O uso obliquo do pronome expressa a igualdade presumida entre os Rastas. “I and I” significa a identidade comum dos oradores como filhos de Haile Selassie I. Os nomes proferidos pelos Rastas exemplificam a associação do homem e Deus. A enunciação de “I”(eu) quando pronunciado “Jah Ras Tafari I” ou “Haile I SelassieI” conecta a intenção pessoal com a vibração divina.

“Quem é você ? não há nenhum você. Há somente Eu, Eu e Eu. Eu é você, Eu é Deus, Deus é Eu. Deus é você mas não há nenhum você, porque você é Eu, então Eu e Eu é Deus. Nós somos todos cada um e um com Deus porque é a mesma energia de Vida que flui em todos nós”.

Alem disso, a linguagem (I – ance, parlance) Ras Tafari I envolve o remodelamento e ocultamento de itens lexicais para encontrar sua necessidade. Uma técnica comum é conotar um símbolo, incrementado o significado da palavra; por exemplo, transformando “opressores” em “depressores”(opressers= downpressers), “políticos” em “politruques” (politics = politricks), “entendimento” em “sobreentendimento” (understand = overstand). O uso de algumas palavras pelos Rastas que viviam nas colinas da Jamaica davam significado à visão que eles tinham dos urbanos; por exemplo “city” (cidade) = “shity”(merda) ou também para designar o modelo social – “system” (sistema) = “shitstem” (sistema de merda), “situation” (situação) = “shituation” (situação de merda). Quando a

falta de cultura, no cunho educacional – “education”(educação)= “head-decay-shun” (cabeça- decadente- afastada) e principalmente a

valorização de personagens europeus históricos, ligados à igreja católica e que faziam comercio de escravos negros – “Christopher Colombus” (Cristovão Colombo)- “Christ-Come – To- Rob – Us”(Cristo veio nos roubar) fez com que milhares de palavras viessem a surgir no vocabulário denominado de Patois.

Este vasto vocabulário tem a intenção de definir o mundo no qual o Rasta vive, tanto o sistema econômico, religioso e politico como também a aspiração espiritual. Todas as palavras que tem pronome “I” referem-se exclusivamente aos valores ou rituais que os Rastas davam importância ; por exemplo, “I-shence” = “icense (incenso),

(maconha) “I-ses” = “praises”(orações) , “I- ration” = “Creation” (criação), “Ithiopia” = “Ethiopia” (Etiópia) . “I-wah” = “power”(poder) “I-tes”= “thoughts” (pensamentos).

A compreensão da redenção africana é similarmente conotada pelo conceito de “Eu” . “For I” ou “Far Eye” (Para Eu ou Olho que Enxerga Longe) usados em Rastafari I são termos para denominar a visão mística. A experiência visionaria é interna, parte pelo processo de conversação, e ultimamente pela noção visionaria que rendenção é igual a repatriação ; a visão da Africa concorda com a expectativa da salvação.



GANJA E DREADS
Justificações ideológicas para o ritual de consumo da ganja (maconha) são comuns entre os Rastas. O uso religioso da erva é feito pelo processo de plantação, colheita e consumo. Os Rastas acreditam no poder da maconha, através da abertura de um canal telepático que aumenta a percepção da realidade. Também se dizem no direito de fumar pelo fato da Bíblia trazer passagens indicando o consuma da erva pôr parte dos profetas no Velho Testamento. “Foi encontrado no sepulcro do Rei Salomão vestígios de maconha, e de uma espécie muito mais poderosa que a encontrada hoje em dia”.

A Jamaica é uma das maiores produtoras de ganja no mundo e também das mais baratas. Ainda é ilegal o consumo da erva; pôr esta razão, muitos Rastas foram mortos e perseguidos pôr toda ilha. As plantas de maior qualidade encontradas na Jamaica são Lambsbread e Sinsemila.

O Dreadlock, distintamente despenteado e com a barba e o cabelo longo é outra apresentação da identidade cultural dos Rastas. Muitos jamaicanos inclusive, freqüentemente consideram a aparência desleixada dos Dreads como uma indicação de falta de padrões de limpeza. Eles incorretamente dizem que os Rastas nunca lavam seus cabelos.

Aqueles com dreadlocks são estigmatizados como loucos pela sociedade jamaicana em geral. Os Rastas também são conhecidos como “Knotty Dread” (Dread barbudo) ou na linguagem que freqüentemente usam- “Natty Dread”. Eles são rejeitados à empregos basicamente pôr suas aparências. Na sociedade jamaicana colonial e pós – colonial , a policia em muitas ocasiões cortava os cabelos dos Rastas (dreadlocks) como um ato de rejeição pública e controle social sobre o movimento.

Os Rastas crêem no poder místico dos Dreadlocks são entendidos de acordo com a interpretação bíblica como o “voto dos Nazarenos”, e também como prova de serem eles os “escolhidos” durante esse tempo de julgamento. Finalmente, eles fundamentalizam o crescimento dos dreads como um estado natural de aparência do Homem , sancionado pôr Deus. “O brilho dos dreads é o brilho da luz negra, um ato feito para chamar as forças do Julgamento para fazer o coração perverso cair fora da Criação, para destruir e paralisar todos os depressores”. Dentre outras argumentações apresentadas pelos Rastas com relação ao dreadlock, a mais conhecida é que a barba e os cabelos compridos representam a juba do leão, símbolo da filosofia Rasta.



O LIVRO DA VIDA
Entre os Rastas é muito comum a interpretação daas passagens bíblicas. A versão bíblica do rei James da Inglaterra é tida como contendo apenas metade do “livro da Vida”. Os próprios Rastas costumam lembrar que “a outra metade nunca foi contada”. Os Rastas usam a versão Macabeus de origem etíope, considerado o livro integral da Revelação. Entre revelações encontra-se o segredo e o significado dos Sete Selos do Rei Salomão.

“E Eu chorei muito pôr nenhum homem ser merecedor de abrir o livro nem soltar os Sete Selos. E um dos anciões disse, “Não chore, contemple o Leão da tribo de Judá. A raiz de Davi foi capaz de abrir o Livro e soltar os Sete Selos, e Eu contemplei, e no meio do trono, no meio dos anciões , um cordeiro foi morto pô sete chifres, de sete olhos, e dos sete espíritos de Jeová eterno, enviado adiante pôr toda a terra , e Ele veio e tomou o livro na mão direita de Sua Majestade Jah Ras Tafari I que está sentado no Trono”. E o sétimo Selo foi libertado. O Sétimo Selo é conhecido como Haile Selassie I , o Primeiro da Etiópia”.



HIS
O significado de Haile Selassie I em relação aos Sete Selos foi revelado a um lider de uma comunidade Rasta em uma Visão. Em fazendo pública sua visão, ele se auto – proclamou em uma posição de liderança profética pôr sua habilidade em interpretar o significado do sinal revelado.



OS “ELDERS” ANCIÕES
Diferente da Igreja Ortodoxa Etíope das Doze tribos de Israel e da Comunidade do Principe Emmanuel (todas essas congregações Rastas), a ordem Nyahbinghi não tem um único local permanente e central para suas celebrações, e nem mesmo se esmeram na figura de um só líder. Na verdade, os próprios Nyahbinghi clamam que cada individuo é um templo em si mesmo, e deste modo desdenham aqueles que enfatizam o uso de construções como essencial para as celebrações comunais.

A Ordem Nyahbinghi não tem uma corporação organizacional formal com membros nomeados ou eleitos, onde as decisões são tomadas pôr seus associados. O Imperador Haile SelassieI é reconhecido como a “cabeça” da Ordem Nyahbinghi. Sua indisputável autoridade espiritual serve como uma barreira efetiva para a formação de um conselho elitista regulador. Os mais velhos, os “elders” fazem parte da liderança operacional dos Nyahbinghi, baseada principalmente no carisma. O reconhecimento daas habilidades sociais e espirituais, juntamente com o tempo de compromisso ao movimento determina um Rasta ser um “elder” (ancião). Aqueles que são competentes em conduzir uma celebração e tem o conhecimento da tradição Rastafari emerge como um líder dentro de sua congregação.


REGGAE
Chegando o final da década de 60 , muitos Rastas se vira, em condições de extrema pobreza, banidos economicamente do sistema capitalista. Em sua maioria , os Rastas procuram se manter financeiramente através da arte, em especial a artesanato. É bem reconhecida a habilidade dos Rastas em esculpir peças de motivo africano; como máscaras, estátuas e símbolos bíblicos.

Mas onde melhor a cultura Rasta se propagou foi na musica, com o Reggae . A origem do Reggae é o Ska, um ritmo acelerado com instrumentos de metal, oriundos da musica negra americana dos anos 50 e 60. Da metade para o final da década de 60, o Ska se tornou mais lento, dando origem ao Rocksteady. Os metais deixaram de ser os instrumentos que marcavam a musica, e em seus lugares foi inserido a percussão africana com a batida da guitarra num estilo Rock. Esse ritmo a partir do inicio da década de 70 passou a ser mais lento ainda e com outro nome , agora o Reggae. A maioria dos cantores e bandas famosas da Jamaica passaram por esses três estilos de ritmo, enter elas os “Wailers”, grupo formado em seu início por Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer (considerados profetas musicais pelos Rastas).

A industria fonografica jamaicana teve um avanço incrível nas décadas de 60 e 70, apenas pelo fato de varias bandas e cantores, todos Rastas, aparecerem no cenário musical . O Reggae é tido pelos próprios Rastas como sendo a musica de Jah (Deus), primeiro por Ter a mesma batida do coração e depois pelas mensagens, com letras principalmente de caráter religioso e de protesto racial e político.

“Rivers of babylon”

The Melodians

Adaptado do salmo 137:1

By the rivers of Babylon,

Where we sat down,

And there we wept

When we remembered Zion

Pelos rios da Babilônia,

Onde nos sentamos,

E lá choramos

Quando lembramos de Sião

Oh,the wicked

Carried us away in captivity,

Required from us a song,

How can we sing

King Alpha’s song

Inna strange land?

Ô, o poderoso

Nos levou aprisionados,

Nos exigiu uma canção

Como podemos cantar

A canção do Rei Alfa

Numa terra estranha?

So, let the words

Of our mouth and the meditation

Of our heart

Be acceptable in Thy sight

Então deixe que as palavras

De nossa boca

E a meditação

De nosso coração

Seja aceitável em Vossa visão

Oh, Fari I!



Ô, Meu Deus!

quarta-feira, 19 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

TRIBUTO A BOB MARLEY -2010-NA ARENA AFRICAN BAR



11° TRIBUTO A BOB MARLEY
29 ANOS SEM O REI DO REGGAE

Programação de 10 a 14 de Maio DE 2010.
Local: CASA DA LINGUAGÉM .AV NAZARÉ ,ESQUINA DA ASSÍS DE VASCONCELOS - Horário: 15 Às 18 horas.ENTRADA FRANCA
Dia 10 –PAINEL: Movimento Reggae em Belém – ENILSON NONATO- ALBERDAN BATISTA E PRETO MICHEL
Filme - “A HISTORIA DO REGGAE”

Dia 11 – PAINEL: Colecionadores de Reggae –ALEX ,VANDINHO E CHICO CANUTO .
Filme – “BOB MARLEY AND THE WAILERS - LEGEND – DOCUMENTARIO TIME WILL TELL”

Dia 12 –PAINEL: Com as Bandas de Reggae locais
Filme – “BOB MARLEY LIVE AT RAYNBOW “

DIA 13 –PAINEL: Programas de Reggae :MEIO DIA & REGGAE ,RADIOLA,REGGAE VIBRATION ,CULTURA REGGAE , RÁDIOS WEB :JAH BLESS,GILVAN ROOTS E VERBAL )
Filme – “REBEL MUSIC - THE BOB MARLEY STORY “

Dia 14- PAINEL: A Historia do Reggae em Belém –CHICO CANUTO
Filme “ BOB MARLEY AND THE WAILERS – CATCH A FIRE “

Dia 16 - TRIBUTO A BOB MARLEY Grande Show Cultural
Local: ARENA AFRICAN BAR)
Horário: das 10 às 18 Horas
Bandas:
12:00 h– GAIA NA GANDAIA
12:30 h –BRIS ZABOA
13:30 h– REGGAE TOWN
14:00 h–JAAFA REGGAE (LANÇAMENTO DO CD)
14:30 h-NATI CONGO
15:00 h–JAH RAS
15:30 h – MARA RAS
16:00 h–YEMANJAH
16:30 h–MADALENA
17:00 H - LUZ DE RAS E MILTON JUSTINO –( BANDA RAIZES QUE TOCAM - RJ)

ENTRADA 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECIVÉIS,SERÃO DOADO AO CENTRO NOVA VIDA...
CONTATO:88186746-8104-6663(ENILSON NONATO)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Reggae ganha cada vez mais admiradores em Belém! Confira!




Quem gosta de dançar um bom reggae sabe que lugares para isso aqui não faltam. Desde a década de 70, o ritmo saiu da pequena Jamaica para estourar no resto do mundo e em Belém não poderia ser diferente: muitos adeptos se entregaram a cadência do ritmo jamaicano e abraçaram a tal filosofia paz e amor.

Dos anos 90 até o início de 2000, vários espaços ideais para dançar um bom reggae surgiram na cidade: Mormaço, Solamar, Açaí Biruta, Rainha Bar, Urubu Black e, em Icoaraci, o Coisa de Negro. Foi também aproveitando esse momento que muitos dos adoradores do gênero trataram logo de montar uma banda.

Açy Aires, vocalista da Jaffa Reggae, conta que o público regueiro da cidade só faz crescer. “O número de pessoas que gostam de reggae tem aumentado bastante, principalmente porque surgiram muitas bandas aqui em Belém e, graças a isso, as pessoas passaram a conhecer mais o ritmo. Isso também favoreceu o aparecimento de muitas casas que apostam no estilo em festas exclusivas de reggae. Todos sabem que há público pra isso”, avalia o músico.

Ele tem razão. Há também vários bares que reservam um dia especial para os amantes do reggae: Sputinik, na segunda-feira; o Boteco da Tamandaré, nas quartas-feiras; o Botequim, nas quintas-feiras e o bar Casa Velha, aos sábados. As terças-feiras a gente aproveita pra descansar, não é?


INCENTIVO

Algumas bandas vêm se destacando sobremaneira no cenário local, como Yemanjah Roots, Jaffa Reggae (que vai lançar um cd autoral esse ano) e Reggae Town. Além dos DJs Alex Roots, Porco Voador, Enilson Nonato (foto) e Victor Pedra, entre tantos outros.

O negócio tá tão frutífero por aqui que foi criada uma entidade para valorizar o reggae, a Associação dos Movimentos Reggae (AMOR) que, desde 1996 destaca o estilo não apenas como música, mas como ferramenta de promoção social.

A AMOR promove palestras que falam sobre a relação do reggae com o combate ao preconceito racial e as desigualdades sociais, além de uma série de outras ações de inclusão, como exibição de filmes e realização de festas como a ‘ O P rojeto Reggae é Cultura’, todo sábado, no Coisa de Negro com os dj Enilson Nonato ,serginho Morais ,Curi Pedra e Daniel Morais . A proposta é levar à prática a filosofia pulsante nas letras.

“Nós queremos mostrar que o reggae não é somente a dança e sim uma cultura. Através do ritmo e das letras nós podemos engajar as pessoas, fazer trabalhos sociais para ajudar o próximo, por que o reggae prega isso”, explica Enilson Nonato, coordenador da AMOR.

VEM DANÇAR UM REGGAE
O estudante de multimídia André Palmeira, 23 anos, é tão apaixonado por reggae que, por causa disso, sempre antecipa o seu fim de semana. “Eu começo saindo na quinta-feira, dia em que curto um reggae no Botequim. Na sexta-feira, vou para o Rainha Bar, sábado estou no Urubu Black e domingo, no Solamar ou Açaí Biruta”, conta, rindo.

O reggae entrou na vida de André há quatro anos, quando os amigos o convidaram para curtir uma boa farra ao som de Bob Marley e Peter Tosh. “Achei a batida agradável, então passei a ir sempre que os amigos me chamavam. Acho as músicas muito bacanas, sempre passam uma mensagem positiva”, diz o estudante.

A analista de sistemas Ana Paula Santos, 27 anos, é só reggae no coração. “Reggae é o ritmo que mais escuto, gosto não só de dançar como também das letras, que pregam o amor, a fé e a ajuda ao próximo. Toda sexta e domingo é certo que vou dançar um reggae”, diz.


ONDE TUDO COMEÇOU


Lá pelos idos da década de 60, o povo jamaicano, sem voz sobre os que detinham o poder político, expressava suas lamúrias cantando músicas que falavam de tudo o que eles sofriam, como a miséria e a discriminação racial. Um rapaz de cabelos compridos e, como dizem, com um rosto um tanto difícil de visualizar, devido à fumaça que o encobria, tornou-se o maior ícone desse gênero musical, mais tarde conhecido como reggae. Seu nome, claro, era Bob Marley.

As musicas cantam as desigualdades sociais, o preconceito, a fome, além de assuntos religiosos, principalmente exaltando Jah. O reggae defende, também, a ideia de que as pessoas devem ascender e superar a sua situação social por meio do engajamento político e espiritual. A música também ditou moda: não foram poucos os que assumiram o cabelão rastafári ou começaram a usar roupas e acessórios nas cores vermelho, amarelo e verde.

FONTE:JORNAL DIARIO DO PARÁ ,SURFOREGGAE E ENILSON NONATO

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ISRAEL VIBRATION EM BELÉM



Israel Vibration é, sem sombra de dúvidas, um dos grandes nomes do reggae. Com certeza, um nome digno de respeito e reconhecimento de qualquer um que já pôde conferir o som dos caras. As vibrações positivas que emanam de suas músicas são impecáveis, e vivem por mais de duas décadas. O Israel tem um feitiço musical, conseguindo unir reggae de raiz tradicional com um som hipnotizante e mensagens profundamente espirituais.

Estiveram recentemente no Brasil, no festival Ruffles Reggae, em Outubro de 1999. Como não poderia deixar de ser, agradou, e muito, o público presente no evento. Todo esse respeito pelo público não foi conquistado à toa. São mais de 20 anos de carreira e inúmeras canções na lista dos melhores clássicos do reggae de todos os tempos. Recentemente, houve uma mudança na formação original do Israel. Antes composto por um trio - Skelly, Wiss e Apple - perdeu um de seus integrantes, Albert Craig, que partiu para a carreira solo.

Os integrantes da atual dupla, Cecil Spence (Skelly) e Lascelle Bulgin (Wiss) são naturais da Jamaica, e vítimas de poliomielite. Eles se conheceram, quando crianças, no "Centro de Reabilitação Mona", onde foram internados por suas famílias. Aprenderam cedo como sobreviver no mundo, e embora a poliomielite seja uma doença séria, eles nunca deixaram que isso viesse a atrapalhar a criatividade, o desempenho e a força de vontade. Acharam força na fé Rastafari e começaram a compor e cantar canções que expressassem suas convicções espirituais.

Tanta espiritualidade acabou causando o afastamento do Centro de Reabilitação Mona. Destemidos, eles encontraram o que precisavam na música, que fez com que ganhassem o apoio da comunidade local, proporcionando encorajamento para seguir em frente com a carreira. A primeira gravação foi em 1978, que rendeu o álbum Same Song pela EMI. A partir daí, surgiu uma atenção internacional pelos caras. Depois de um tempo, a carreira fonográfica do Israel parecia estar indo por água abaixo, pois assim como muitos artistas jamaicanos, foram induzidos à uma indústria local infestada naquele momento, por prática de contabilidade questionável, pirataria musical, e falta de apoio de excursão. Em 1983, eles se separaram e seus membros foram para os Estados Unidos em busca de um cuidado médico adequado e também de projetos individuais.

Em 1988, conheceram Dr. Dread, presidente e fundador da gravadora Ras, à procura de gravações solo. Dr. Dread, que admirava o talento do Israel Vibration e ouvia atentamente as palavras de Marcus Garvey, lhes falou sobre o lance de "unidade é força", aconselhando que se unissem novamente. Eles aceitaram, e o resto da história faz parte de uma relação que deu início a Strength of My Life, e continuou com Praises, Forever, Vibes Alive, IV, On The Rock, Free to Move, e mais alguns álbuns Dub. On The Rock gerou muitos elogios, além do single e do vídeo Rudeboy Shufflin que, juntamente com o vídeo Feelling Irie, foi apresentado em programas de televisão nos EUA e em outros países. On The Rock, seguido de Free to Move foram passos importantes na carreira do Israel. O lançamento de Pay the Piper e o vídeo Hard Road, em 1999, mostra alguns dos fortes materiais compostos pela dupla Skelly e Wiss.

Seu mais recente trabalho, o álbum Jericho, lançado em Maio de 2000 é, sem dúvida, um dos trabalhos mais fortes da dupla, e tem participação de alguns dos melhores músicos jamaicanos. Skelly e Wiss mostram letras dignas de respeito e cantam de coração com o verdadeiro espírito da universalidade. O Israel Vibration tem trabalhado muito, por muito tempo com o apoio da gravadora Ras, e continuará, sem dúvida, fazendo o que fazem, redefinindo o termo "Roots Reggae" para o novo milênio.


Integrantes
Cecil "Skelly" Spence
Lacelle "Wiss" Bulgin


INFORMAÇÕES SOBRE O SHOW
DIA 14 DE MARÇO AFRICAN BAR
AS 22HS
ISRAEL VIBRATION(BANDA ROOTS RADICS), PELA 1ª VEZ EM BELÉM, OS DJS DO PROJETO REGGAE É CULTURA (ENILSON,SERGINHO,CURI E DANIEL) NA BOATE RAÍZES RADICAIS.
RADIOLA MINI COMPANHIA NA BOATE SAFARI COM DJ MR. MÁRIO .
DJ ALEX ROOTS, PORCO VOADOR E VP ROOTS NO PALCO PRINCIPAL.
E MAIS: YEMANJAH E REGGAE TOWN NA ABERTURA
INGRESSOS 20 REAIS NAS LOJAS CHILLI BEANS (SHOPPINGS PÁTIO BELÉM, BOULEVARD E CASTANHEIRA)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

A BATALHA DOS WAILERS


São Paulo assiste à 'Batalha dos Wailers'
Duas formações da lendária banda que acompanhou Bob Marley apresentam-se amanhã e domingo na cidade; uma coincidência, garante o músico Aston Barrett
Quarta, 26 de Janeiro de 2010, 00h00
Jotabê Medeiros

Jah seja louvado! Parece ironia do destino: na mesma semana, duas formações da lendária banda The Wailers, que acompanhou nos anos 1970 o não menos lendário ídolo jamaicano Bob Marley, desembarcam em São Paulo. Uma das bandas, The Wailers, é encabeçada pelo idiossincrático baixista jamaicano Aston "Familyman" Barrett, remanescente daquela formação; o outro conjunto, que se autointitula The Original Wailers, também tem ex-integrantes: o guitarrista jamaicano Donald Hanson Marvin Kerr Richards Jr., e o guitarrista norte-americano Al Anderson.Aston Barrett e seus Wailers & Alpha Blondy tocam no Credicard Hall no domingo, às 22 horas. Os Original Wailers de Junior Marvin tocam no Via Funchal amanhã. A quem pertence o espólio? Cuidado com a resposta, pode dar confusão. "Não sei nem quero saber, sou amigo de todos eles", diz o músico Alpha Blondy, da Costa do Marfim, que excursiona com The Wailers. A "batalha dos Wailers" que São Paulo testemunhará esta semana foi mera coincidência, é o que garante Aston Barrett, em entrevista por e-mail ao Estado.Teremos duas formações do Wailers ao mesmo tempo aqui, a sua e a de Junior Marvin. Por que isso? É algum tipo de conspiração de um lado contra o outro?Nunca foi planejado, não da nossa parte. The Wailers tem estado em turnê ininterrupta desde a morte de Bob Marley em 1981, e a outra banda, cujos membros são de dentro e de fora dos Wailers, foi formada em 2008. Sempre haverá só um Wailers. Nós somos os Wailers que carregamos a tocha por aproximadamente 30 anos.O sr. viu a outra banda tocando? Quais suas impressões?Não, eu não vi.Há alguma chance de ver algum dia vocês tocando juntos, o sr. Marvin e Anderson?A gente nunca sabe.Como foi sua relação com Bunny Wailer?Nós somos uma família e somos do bem.Há uma história a respeito de seu apelido, Familyman. Muita gente diz que é porque o sr. tem cerca de 50 filhos. Isso é verdade? Quantos filhos tem atualmente?Familyman é o nome que me deram porque eu sou tudo na banda, de líder a diretor musical, de baixista a arranjador. Tenho 42 filhos.O sr. sempre disse que a família Marley, especialmente a viúva Rita Marley, lhe deve dinheiro. O sr. tem reclamado o pagamento desse dinheiro nos últimos 26 anos, especialmente quantias derivadas de royalties, propaganda e shows. O sr. pode avaliar quanto dinheiro isso dá?Dinheiro não é o motivo pelo qual eu continuo a fazer isso. Você deve ouvir a performance da banda e ouvir a mensagem, isso não envolve dinheiro.Tenho uma curiosidade especial: qual é sua opinião sobre os filhos de Bob Marley? Quero dizer, como músicos? Julian Marley, Ziggy Marley, Stephen, Ky-Mani?Eles são todos grandes de seu próprio jeito, cada um deles tem um pedaço do pai.No ano que vem, será comemorado o aniversário da morte de Bob Marley, 30 anos. Eu proponho ao sr. um exercício: qual seria o lugar que Bob ocuparia na cena musical dos dias de hoje?Bob foi, ainda é e sempre será uma lenda. Sua música é atemporal porque ele fala sobre amor, igualdade, e conclama você a lutar pelos seus direitos. As canções são sobre coração e alma e o oxigênio do povo - essa é a mensagem da cultura roots e a realidade. O reggae a música que os Wailers tocam é um presente do poder de Deus. Nossa música fala sobre muitas coisas, politicamente, emocionalmente, espiritualmente, que são universais. Música é o futuro e seus escritores e cantores e canções são instrumentos da verdade e devem nos conduzir ao nosso futuro.Como o sr. conheceu Bob Marley? A música nos aproximou. No começo dos anos 1970, Bob estava vivendo com sua mãe e seu pai aqui, nos Estados Unidos. Depois de um tempo, ele voltou à Jamaica porque queria ficar pronto e voltar de novo à música. Eu estava lançando meu primeiro disco quando ele... Ele estava tentando reunir todos seus músicos favoritos para vibrarem com ele, e eu fui chamado. Ouviu alguma coisa da minha produção e daquilo que fiz e perguntou: "Quem tocou essa música?", e disseram para ele: "O Homem que Chamam de Familyman." Ele mandou alguém à minha procura e eu vim e ele perguntou: "É você que chamam de Familyman?" Eu disse: "Yeah." Ele continuou: "É você mesmo que toca todos aqueles sons no baixo? Então você deve ser o cara certo." E assim foi. ServiçoThe Original Wailers. Via Funchal (6 mil lug.). Rua Funchal, 65, telefone 2144-5444. Amanhã, 22 horas. R$ 100/ R$ 180The Wailers & Alpha Blondy. Credicard Hall(6.938 lug.). Av. das Nações Unidas, 17.955, tel. 2846-6000. Dom., 20 h. R$ 80/R$ 250

Movimentos de reggae de Belém e Ananindeua realizam reggae solidário


Movimentos de reggae de Belém e Ananindeua realizam reggae solidário

Uma grande ação dos movimentos reggae de Belém e Ananindeua realizam o chamado reggae solidário no próximo Domingo dia 31 de Janeiro,tudo começou coma realização do primeiro reggae solidário realizado pelo movimento chamado tocas do gatos em Dezembro do ano passado,onde na ocasião do evento arrecadaram brinquedos ,que foram doados os moradores das ilhas de Jutuba e Paquetá,.
Desta vês segundo Francisco Junior e Jean coordenadores do evento ,objetivo desta vez e arrecadar alimentos ,pois nessa época os moradores ribeirinhos desta ilhas ,passam seria dificuldades ,devido o forte inverno.que dificulta a pesca.
Para essa programação que acontece no próximo domingo dia 31,deve um grande adesão de vários movimentos reggae de Belém e Ananindeua entres eles a já reconhecida Associação cultural dos movimentos reggae do Para –AMOR,Projeto viva reggae ,Triunfo de Jah ,tocas dos gatos ,Brasil Jamaica,lady do reggae,radio Jah Bless, ,União pelo reggae, entre outros.Para Enilson Nonato da AMOR,isso prova que a os movimento reggae ,conseguiram entender que o reggae de fato é a mensagem de solidariedade e ajuda ao próximo , além de lutar por transformações sociais, é parabenizar por está grande ação de amor ao próximo.

Serviço:
Reggae solidário
Local:Clube da musica-Avenida Alcindo Cancela – n°4043 – Cremação
Inicio as 10hs
Entrada 1kg de Alimento Não Perecível
Fone:8190-8502- 88186746

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ANIVERSÁRIO DA RADIO JAH BLESS

Conheça a Rádio Jah Bless
Tudo começou quando os Djs Tiago Roots e o Dj Christian, conversavam via internet sobre reggae. Nessa troca de informações, surgiu à idéia de se fazer uma rádio web, que logo foi se expandindo entre os amigos que vieram em seguida para ajudar na formatação do projeto. O Dj Tiago Roots, atualmente toca em festas de reggae em sua cidade natal, Porto Alegre, e há 5 anos tem um grande programa chamado Na Paz, já conhecido na Web. Tiago se autodenomina de romântico, porque sua vertente está mais ligada ao estilo Roots Lovers. Já o Dj Christian, ingressou no reggae em 1992, na cidade de Belém do Pará, no Angustura Reggae Clube. Já foi Dj da Rádio Marajoara FM, que também é do Pará, com um programa chamado Meio Dia In Reggae, existente até hoje. Então, com bastantes discussões, opiniões adversas e tudo o que interessava a uma evolução do assunto foram discutidas, e logo surgiram os outros colaboradores e amigos que deram apoio a idéia: Dj Rodrigo Roots, Mauro Marques, técnico em informática, ambos Paraenses, e Patric, da cidade de São Paulo, que trabalha no ramo de lan house. No dia 31 de janeiro de 2009, nasceu a Rádio Jah Bless, com toda a força e qualidade com sequências de todos os gostos, com muita interação e participação dos ouvintes, reforçando sempre que jamais querem ser melhor que nenhuma concorrente, mas sim, apresentar o que há de melhor no mundo reggae. Junto com a parceria dos 5 amigos, após muitos trabalhos em prática de Mauro Marques, apareceram outros colaboradores importantes para concretização do projeto, os amigos Felipe, da cidade de Brasília, Dyego, da cidade de Goiás e Ana Paula, da cidade de Belém do Pará, que ajudaram no nascimento da Rádio. Hoje a Rádio Jah Bless, pode ser ouvida pelo site www.radiojahbless.com.br, com qualidade de uma radio FM. É com esse intuito que nós da Jah Bless saudamos essa massa regueira do Brasil e do Mundo. Desde já agradecemos a sua interação regueiros, fiquem à vontade, façam novos amigos, troquem idéias, informações e o melhor, escutem reggae de qualidade, tem pra todos os gostos, a rádio é sua e da massa regueira, então Jah Bless de toda a diretoria da rádio. DIRETORIA: MAURO MARQUES - PA PATRIC FERNANDES - SP DJ TIAGO ROOTS - RS DJ RODRIGO ROOTS - PA DJ CHRISTIAN - RO COLABORADORES: FELIPE - DF DYEGO - GO ANA PAULA - PA
SERVIÇOS:
ANIVERSÁRIO DE 1 ANOS DA JAH BLESS
DIA 29
LOCAL : URUBU BLACK
INICIO : AS 21HS
INGRESSO:5,00 + 1KG DE ALIMENTO NÃO PERECIVÉIS
PRESENÇA DE VARIOS DJ DA RÁDIO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

PARA OUVIR E DANÇAR UM REGGAE ROOTS



Quem é mesmo fã de reggae em Belém, sabe o quanto é difícil encontrar lugares que toquem só os clássicos do estilo. O projeto Reggae é Cultura, realizado no espaço Coisa de Negro, faz isso todos os sábados. E quem gosta de dançar ao som de um reggae de raiz, com muito Bob Marley, Peter Toh e compositores nacionais, é presença confirmada no local.
Ok, você ainda não conhece o projeto? Então não perde acontece todo sábado, pois os DJs Enilson Nonato, Serginho Moraes, Curi Pedra e Daniel Morais prometem altas recordações, daquelas que emocionam qualquer regueiro.
O Projeto Reggae é Cultura existe há dez anos e, em todo esse tempo, não deixou de tocar nem um sábado sequer. É muito amor ao reggae, minha gente! E, por falar em amor (!), o responsável pelo projeto é a Associação dos Movimentos Reggae (AMOR) que há doze anos destaca a importância do estilo, não apenas como música, mas como ferramenta de mobilização social.
Ursinho de dormir? NOT!
Não vá esperando encontrar os “sucessos” do Armandinho nas festa. Clássicos são clássicos, entenda. “O grande diferencial da nossa festa, é que tentamos fazer com que as pessoas percebam as mensagens da música. Não é só para dançar, o reggae tem uma letra politizada, uma temática social. Não é como essas músicas que estão na moda e que chamam de reggae, mas que, na verdade, não têm nada a ver com o estilo”, ressalta o coordenador da AMOR e DJ do projeto, Enilson Nonato.
Por isso, lá só entra reggae da década de 70 e, também, compositores nacionais, pois, de acordo com o coordenador, as pessoas precisam entender o que estão cantando. Segundo ele, mais de 200 pessoas marcam presença no Coisa de Negro todo sábado. E, olha que já são dez anos de festa.
Serviço:
Projeto Reggae é Cultura, todo Sábado , hora: 21h, local: Coisa de Negro (Tv. Lopo de Castro, entre 5º e 6º rua, Icoaraci). Ingresso: R$ 3,00. Mulheres e 5,00 Homens

POR:VIVIAN Carvalho-SITE:WWW.ECLETECA.COM.BR

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

THE ORIGIANAL WAILERS ,HISTÓRICO








A apresentação da banda a The Original Wailers em Belém no dia 16 de Janeiro de 2010 , foi histórico ,a banda que tem o frente o Guitarrista e vocal Junior Marvin e Al Anderson e um grupo de alta qualidade de músicos o ,a programação teve inicio as 22:00 com apresentação dos DJS do projeto reggae é cultura enilson nonato ,Curi Pedra e Serginho Moraes , Daniel Moreis,tocando o Roosts reggae da boate do African Bar,que mas uma tocaram a resistência do reggae Roots em Belém .onde o tempo todo este espaço ficou pequeno , do lado de fora no palco Central as pedra ficam por conta do DJ Alex Roots com seqüência roots e new roots.
Antes do inicio do The Origial Wailers ,deve a participação da banda paraense do Município de Castanhal a já consagrada pela massa requeira a banda Yeman Jah.Por volta das 01:30 hs ,chegou o momento mas esperado pela massa requeira paraense ,quando entrou os The Origianl Wailers ,com a aplauso de quase 8.00 regueiros,que tocaram os consagrados clássicos de Bob Marley,onde as musicas eram cantado pela massa regueira...Show durou aproximadamente 1;40 minutos...realmente inesquecível ,valeu The Origianl Wailers ...Bob Vive.
VEJA AS FOTOS:

ANIVERSÁRIO DE BOB MARLEY



Associação cultural do Movimento reggae do estado do Pará -AMOR,realiza peal 10° ano O aniversário de Bob Marley,esta programação tem o objetivo de celebrar o e fazer referência ao nascimento do rei do reggae.
A proposta e que as pessoas que curtem o mestre do reggae Música e aqueles que ainda não conhecem o rei do reggae.
Essa programação vai fazer o resgate da musica de bob Marley ,deste do começa com a Banda The Wailers,e lembra seus grandes Clássicos com ,One love ,war entre outros.
Ainda o programação de aniversário de Bob Marley terá sua função social ,pois na ocasião faremos arrecadação de alimentos para a campanha “REGGAE SOLIDARIO” .

BOB MARLEY:
Robert Nesta Marley foi o responsável por levar o reggae da Jamaica para o mundo. Filho de Cedella Booker, uma jovem negra, e do capitão Norval Marley, um inglês branco de meia idade, Bob conheceu pouco o pai.
No final dos anos 1950, mudou-se com a mãe para Trench Town (ou Cidade do Esgoto), uma favela da capital, Kingston, onde cresceu junto com seu amigo Neville O'Riley Livingston, conhecido como Bunny, com quem começou a tocar instrumentos improvisados.
O som que faziam era influenciado pelas músicas captadas das emissoras do sul dos Estados Unidos que tocavam Ray Charles, Curtis Mayfield e outros.
Nessa época, Bob conseguiu um emprego numa funilaria, mas um acidente no trabalho o fez largar o emprego e investir na música, junto com Bunny. Eles foram ajudados por Joe Higgs, um cantor que ainda morava em Trench Town e dava aulas de canto. Numa dessas aulas Bob e Bunny conheceram Peter McIntosh. Com ele formariam o grupo "Wailing Wailers".
Em 1962, Bob Marley foi ouvido pelo empresário Leslie Kong que o levou a gravar algumas músicas. A primeira delas foi "Judge Not". Os "Wailing Wailers" ganhou a simpatia do percussionista rastafari Alvin Patterson, que os apresentou ao produtor Clement Dodd.
O primeiro "single" do grupo, "Simmer Down", foi lançado em 1963. Nessa ocasião, Bob recebeu uma passagem para os Estados Unidos, enviada por sua mãe, que tinha se casado novamente e mudado para Delaware.
Antes da viagem, Bob conheceu Rita Anderson, uma cantora iniciante, com quem se casou em 10 de fevereiro de 1966. Marley passou oito meses com a mãe e retornando a Kingston mudou o nome do grupo para "The Wailers". Os Wailers criaram um novo selo, o Wail'N'Soul, que não vingou.
O grupo sobreviveu compondo para o cantor americano Johnny Nash com quem Bob viajou à Suécia em 1971, ocasião em que assinou contrato com a CBS. Em 1972, os Wailers promoveram o "single" "Reggae on Broadway" e fizeram o primeiro álbum, Catch A Fire.
No ano seguinte fizeram uma série de apresentações na Inglaterra e nos EUA. No mesmo ano o grupo lançou Burnin, que incluía novas versões de algumas das suas músicas, junto com faixas como "I Shot The Sheriff" (que se tornaria um sucesso mundial na voz de Eric Clapton).
Natty Dread, álbum lançado em 1975, tinha "No Woman, No Cry". Rastaman Vibrations, o álbum seguinte, atingiu o topo das paradas americanas. Bob decidiu dar um concerto no Parque dos Heróis Nacionais de Kingston, em 5 de dezembro de 1976. Logo após o anúncio do show, o governo convocou eleições para o dia 20 de dezembro. Na tarde do concerto Bob teve sua casa invadida e foi alvejado. Mesmo ferido, subiu ao palco.
Logo depois mudou-se para Londres, onde gravou o álbum Exodus, que esteve nas paradas inglesas por 56 semanas seguidas. Em 1978 fez sucesso com Kaya e voltou à Jamaica para o "One Love Peace Concert", quando fez com que o Primeiro ministro e o líder da oposição dessem as mãos no palco. Depois foi às Nações Unidas, em Nova York, para receber a Medalha da Paz.
No fim do ano, Bob visitou a África pela primeira vez. Uma turnê pela Europa e América rendeu o segundo álbum ao vivo: Babylon By Bus. Survival foi lançado em 1979 e incluía "Zimbabwe". Em 1980, o grupo foi convidado para tocar na cerimônia de independência de Zimbábue. O disco Uprising foi lançado em 1980 e gerou uma grande turnê pela Europa e Estados Unidos. Bob fez dois shows no Madison Square Garden, mas caiu doente. Após vários tratamentos em diversos países, Bob Marley morreu num hospital de Miami aos 36 anos.

SERVIÇOS:
PROJETO REGGAE É CULTURA
APRESENTA
ANIVERSÁRIO DE BOB MARLEY
DIA 06 DE FEVEREIRO
APARTIR DAS 20HS
INGRESSOS 5,00 + 1KL DE ALIMENTO
LOCAL: CHCÁRA CANDEIRA- RUA CORAÇÃO DE JESUS –PX A JOÃO PAULO II – ENTROCAMENTO.
NA SEGUENCIA ROOTS REGGAE
DJS :ENILSON NONATO,SERGINHO MORAES,CURI PEDRA E DANIEL MORAES...
VENHAR CELEBRAR O ETERNO BOB MARLEY
REALIZAÇAÕ : AMOR E REGGAE CULTURE
APOIO: CULTURA REGGAE,REGGAE VIBRATION ,JAH BLESS

INFORMAÇÃO:8104-6663-8818-6746(ENILSON)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AMOR FAZ HOMENAGENS AO PIONEIRO DO REGGAE EM BELÉM



Ele começou um movimento na década de 70, mais precisamente em 1977, quando em sua casa Ras Alvim reunia-se com seus amigos Ras Margalho, Jorge Motora, Manassoude e Fernando Ripi. Fernando por sinal foi o primeiro a fundar uma casa de reggae em Belém do Pará chamada de “TOCA do REGGAE”, com todo apoio dos amigos Alvim e Margalho, que ficava localizada na Passagem Secundino Portela, na Marquês de Herval no Bairro da Pedreira, por onde passaram os melhores DJ’s da época tais como: Ras Margalho, Maestro Bernard, Dj Lídio e muitos outros.

Ras Alvim têm sua opinião formada sobre a transformação do reggae, dizendo que hoje em dia muitas pessoas vão as casa de reggae por pura empolgação sem saber de onde vem, o que as canções transmitem, a diferença entre a filosofia rastafari e o reggae, e que a consciência é a peça chave do verdadeiro crescimento reggueiro.

No que se refere ao rastarafismo, Alvim ressalta que existem hoje em dia pessoas que se caracterizam como rastas usando DREADS (uma das características do rastafarismo) que cantam reggae, mas não seguem a filosofia rasta.

Seu vocalista favorito é nada mais nada menos que Bob Marley, “Bob conseguiu ter o dom de ser insubstituível, não morreu está apenas adormecido” – diz ele.

Alvim gostaria que as pessoas que vão as casas de reggae, fossem com a certeza de que o reggae traz a paz, a união, a humildade e principalmente tenham a consciência que o reggae não é somente uma dança, mas sim uma cultura muito bonita, fácil de aprender e difícil de esquecer.

Alvim é um dos responsáveis pelo crescimento do reggae no Brasil, foi ele quem apresentou o ritmo ao dono de radiola “Riba Macedo”, que começou a tocar o reggae entre os forrós e merengues que tocavam em São Luis do Maranhão. Logo o ritmo caiu nas graças dos maranhenses (aliás, o disco que Riba Macedo levou primeiro para o Maranhão foi o “Reggae Frontline”), Ras Alvim é um dos pioneiros do reggae no Brasil, recentemente foi homenageado pela banda Tribo de Jah com a música “pioneiros do reggae” que foi lançada no cd “Guerreiros da Tribo” onde a banda cita o nome dos pioneiros(Rasta Alvim, Ras Margalho, Riba Macedo, Zé Roxinho, Viegas, Natty Nayfson, Chico do reggae e Serralheiro).
Ras Alvim pode ser encontrado todos os dias em sua barraca de discos na praça das Mercês em Belém do Pará. Querendo trocar umas idéias sobre reggae, comprar CD’s e ou LP’s, é só aparecer por lá e falar com o Alvim ou com o seu filho Max Alvim.

LEIA A MATÉRIA NO SITE DO SURFOREGGAE:
http://surforeggae.ig.com.br/noticias.asp?cat=31&id=1859&tipo=Coluna

SERVIÇO:
NESTE DOMINGO DIA 10
LANÇAMENTO DO DVD DE FOTOS DE RASTA ALVIN
UMA GRANDE HOMENAGÉM AO PIONEIRO DO REGGAE DA AMAZÔNIA.
COM UMA FEIJOADA E CHURRASCO E MUITO REGGAE NO VINIL
COM VARIOS DJ CONVIDADOS.
LOCAL:ESPAÇO CULTURAL COISA DENEGRO –ICOARACI
INICIO: AS 10HS
REALIZAÇAÕ:AMOR

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

THE ORIGINAL WAILERS EM BELÉM DIA 16/01




Agora, dois dos legendários Wailers originais reformaram o grupo sob licença de Rita Marley para criar uma banda nova, mais alternativa, chamada ´´The Original Wailers´´,fundada em setembro de 2008 (se bem que para mim Original Wailers eram Bob Marley,Peter Tosh e Bunny Wailer), caracterizando Al Anderson,o guitarrista americano, que se juntou à banda de Bob Marley e tocou na música ´´No Woman No Cry´´ original,e nos álbuns de Bob Marley ´´Natty Dread´´,´´Babylon By Bus´´,´´Exodus´´ entre outros..Al Anderson igualmente tocou sua guitarra com Peter Tosh, James Brown, Traffic e Ben Harper. E Junior Marvin, que foi guitarrista solo para Bob Marley & The Wailers,tocou guitarra no legendário álbum ´´Exodus´´,também em ´´Survival´´,´´Uprising´´,´´Babylon By Bus´´,´´Confrontation´´ entre outros,e depois do falecimento de Marley foi vocalista de ligação e guitarrista para a The Wailers Band…
Ultimamente Junior Marvin estava em carreira solo e lançou o disco ´´Wailin´´For Love´´ em 2007..
Há tempo,a ´´The Wailers Band´´ continua a sua carreira separadamente,sempre sob o comando do lendário baixista Aston ´´Familyman´´Barrett,então a The Original Wailers é um desmembramento da Wailers Band,já que esses integrantes originais citados também participaram da The Wailers Band.Marvin combina o vocal de Marley e faz seu melhor para tentar igualar o ´´frontman´´ legendário na presença de palco.Em um show recente,Marvin deu agradecimentos e elogios á Bob Marley que morreu em 1981, e implorou para que sua banda do revestimento protetor continuar a excursionar. Com seu desempenho, os Original Wailers entreteve a multidão com sua habilidade de tocar todos os hits do reggae de Bob Marley que o fêz tão famoso. Marvin & companhia brilharam com canções como "Could You Be Loved" e "No Woman, No Cry" . Começaram então a agitar a audiência, que moveu-se com ´´Redemption Song´´ ; para exatamente ecoar a alteração racial e política que Marley e sua banda enfrentaram na Jamaica. Os Original Wailers terminaram seu show com ´´Jammin' ´´, uma canção de Marley bem reconhecível e com uma batida bem-disposta que colocou a multidão inteira para dançar e esperar para ver se Marvin e Anderson se manteriam tocando já bem tarde da noite. Após os bastidores,por sómente alguns segundos, voltaram, e o público pediu que tocassem várias músicas, mas voltaram tocando sómente duas: " Redemption Song" e " Exodus." Sob uma rotação nova e otimista de "Redemption Song" Marvin e Anderson também tocaram solos magistrais da guitarra durante a execução de " Exodus".No fim do show , todos os músicos provaram aquilo mesmo que o que se esperava deles,que preenchessem o grupo dos membros originais dos Wailers,e mereceram ser chamados de ´´Original Wailers´´...
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MEMBROS DO GRUPO
Al Anderson (Guitarra solo/vocais)
Junior Marvin ( Vocais de ligação/Guitarra solo)
Rohan Reid (Baixo)
Paapa Nyarkoh (Bateria)
George Kouakou (Keyboards-teclados) (2008-09)
Christian Cowlin (Keyboards-teclados)
Jawge Hughes (Keyboards-teclados) (2009-present)
Erica Newell (Backing Vocais)

SERVIÇOS:
LOCAL:AFRICAN BAR - BELÉM -PA
INICIO:21HS
SEQUENCIA DOS DJ DOS PROJETO REGGAE É CULTURA:
NA BOATE
ENLSON NONATO
SERGINHO MORAES
CURI PEDRA
DANIEL MORAIS

sábado, 12 de dezembro de 2009

THE CONGOS EM BELÉM


Cedric Myton nasceu na pequena ilha da Jamaica. Desde muito cedo, já sabia o caminho que iria seguir na vida - a música. Aos dezesseis anos de idade gravou a primeira canção com o grupo The Tartans, "Dance All Night" onde chegou ao número um nas paradas da música Jamaicana. Em 1975 Cedric e Lincoln Thompson formaram o mediático grupo Royal Rasses, o som "Humanity" e o consequente single com o mesmo nome, ainda é relembrado como uma das mais consagradas canções da história da música. Um ano depois formou um dos grupos Roots mais aclamados de todos os tempos - The Congos.

Eram constituídos na formação original por, Cedric Myton, Watty Burnett Lindberg "Preps" Lewis e Roydel Johnson. Em colaboração com o gênio, Lee "Scratch" Perry que saiu em 1977 o LP "Heart Of The Congos", um disco simplesmente brilhante a todos os níveis e um dos discos mais bem conceituados da história da música. Um ano depois, Roydell Johnson deixou o grupo. "Congo Ashanti", segundo disco do grupo, foi promovido extensivamente na Europa pela gravadora CBS (Francesa). The Congos e Toots & The Maytals surgiram juntos no filme "Image Of Àfrica. Nesse mesmo ano sairia o terceiro registo do grupo, alusivo ao filme. "Face The Music" saiu em 1981, o projeto mais sólido do grupo depois de "Heart Of The Congos", bem harmonizado, solenememte tocado, mais um clássico.

Ao longo da segunda metade da década de oitenta e ainda hoje, este grupo reside e atua regularmente nos Estados Unidos. "Natty Dread Rise Again" pela RAS Records, marcou o regresso do grupo depois de quinze anos afastados dos estúdios. Nesse mesmo ano a gravadora britânica, Blood & Fire, brindou os fãs do The Congos de todo o mundo, com o relançamento em dois compact disc, de "Heart Of The Congos", para além da excelente qualidade de som, ainda lhe acrescentou quatro bônus, "Row Fisherman Row" e "Congoman", versões 12’ single, cedidas pela Island Records e duas versões Dub. Dois anos depois surgiu "Reggae Revival" para a VP Records, um projeto que marcou uma nova etapa na longa história da banda.

Foram (re)lançados em compact disc pelo mesmo selo a maior parte do catálogo do grupo. No ano passado foi lançado o primeiro registro ao vivo com a A-Team band, e este ano "Lion Treasure", uma retrospectiva da exímia longa jornada deste grupo musical jamaicano. Paralelamente, Cedric Myton trabalhou ao longo destes anos com os grupos English Beat, General Public e os bem conhecidos Fine Young Cannibals.

SERVIÇO:
LOCAL : AFRICAN BAR
INICO:16HS
NA BOATE DJS DO PROJETO REGGAE É CULTURA
ENILSON NONATO,CUR PEDRA ,DANEIL E SERGINHO MORAES